O estúdio que não tinha tatuador.
O que começou como um blog de tatuagem virou um estúdio tão desejado que foi parar no Lollapalooza e atraiu marcas como Chevrolet, Budweiser e Vans.
- (a.) Papel
- Fundação e direção criativa
- (b.) Onde
- Moema, São Paulo, e mais de 10 estados com o truck
- (c.) Quando
- A partir de março de 2016
- (d.) Frentes
- Modelo de negócio, espaço, marca, produto, mídia própria, ativações e parcerias

O objetivo lá no começo era um só: parar de dar audiência de graça e transformar desejo em negócio.
(01)
200 mil
seguidores no Instagram em cerca de 3 meses, antes de existir estúdio
(02)
R$ 400 mil
de faturamento médio por mês

(03)
300+
tatuadores do Brasil e de fora passaram por lá. Nenhum fixo: toda semana chegava uma turma nova de oito, do russo ao carioca.

(04)
3
edições no Lollapalooza com a Chevrolet: um estúdio dentro do lounge do festival e 200 tatuagens pagas adiantado.

(05)
10+
estados e o Uruguai rodados com o Tattoo Truck, um estúdio de vidro de 13 m² feito pra todo mundo ver a tatuagem acontecer.
01. Todo estúdio era igual.
Naquela época, o mercado de tatuagem funcionava todo do mesmo jeito. Você entrava num estúdio de parede preta, com uns quadros pendurados e um sofazinho velho, sentava, folheava uma pasta, escolhia um desenho e subia uma escadinha pra tatuar trancado numa sala. Quase todo dono de estúdio era tatuador e pensava só em tatuagem, então ninguém questionava o formato, só tentava fazer ele um pouco melhor que o vizinho.
Abrir mais um estúdio desses seria entrar numa briga em que todo mundo é igual e só o preço muda.
Todo estúdio tinha a sua pastinha.
02. A Tattoaria tinha o que nenhum estúdio tinha.

A Tattoaria começou como um blog, numa época em que quase não existia conteúdo bom sobre tatuagem no Brasil. A ideia era achar tatuadores incríveis pelo mundo e mostrar o trabalho de cada um, e quando o Instagram começou a crescer, o blog foi junto e chegou a 200 mil seguidores em uns três meses.
Aí todo tatuador passou a querer sair na Tattoaria, e quem saía voltava pra contar que a agenda tinha enchido depois. Sem perceber, a Tattoaria tinha juntado o que nenhum dono de estúdio tinha: desejo, autoridade e contato direto com os melhores tatuadores do país. Só que a marca divulgava todo mundo e não ganhava nada com isso, e foi daí que veio a vontade de sair do digital.
03. Nenhum tatuador fixo.
Um estúdio comum chama uns cinco tatuadores, dá comissão e eles ficam ali. A gente fez o contrário: a Tattoaria não tinha ninguém fixo. Como a Tattoaria já tinha contato com tatuador do Brasil inteiro, a gente passou a convidar esses caras pra virem tatuar em São Paulo por uma temporada, e toda semana chegava uma turma nova de oito.
Imagina a segunda-feira: chega russo, carioca, mineiro, cada um com um estilo. Pro cliente de São Paulo, era a chance de tatuar com gente que ele dificilmente teria acesso. Pro mercado, era um formato que simplesmente não existia, e foi isso que botou a marca no radar de todo mundo.


04. Um galpão pra viver, não uma sala pra tatuar.
A Tattoaria House abriu em 3 de março de 2016, num galpão de 240 m² em Moema. A pastinha deixou de existir. No lugar da salinha fechada, a gente montou baias abertas, uma do lado da outra, pra galera ver o trampo acontecendo, o cliente trocar ideia com quem estava do lado e um tatuador aprender com o outro, sempre dentro das normas da Anvisa.
Dentro do galpão tinha barbearia, um bar grande de coquetelaria de verdade e uma sinuca profissional. Numa segunda fase a Tattoaria alugou o galpão do lado, o espaço quase dobrou, e entrou até uma lan house, porque os fundadores sempre curtiram Counter-Strike. O cara de uns 30 anos chegava ali e podia tomar uma breja, pedir um drink, fazer uma tattoo, jogar uma sinuca e bater um game no mesmo lugar.
O projeto de arquitetura foi do Studio dLux, sob a nossa direção. Depois esse formato foi muito copiado, mas naquela época não existia nada parecido.
05. Ideia nova não se vende sozinha.

Flash day · fila dobrando o quarteirão
O modelo rotativo tinha um risco enorme. Quando a Tattoaria traz um cara da Rússia ou um tatuador renomado do Rio, ele larga uma semana de agenda no estúdio dele pra vir pra cá, e se não aparecer cliente, deu ruim. Isso chegou a acontecer com alguns, porque era um produto novo e difícil de explicar. Então lotar a agenda desses caras virou a prioridade, e a gente começou a fazer tráfego pago, que na época era bem barato.
A gente também pegou formatos que todo mundo fazia e reinventou. Flash day, um dia de tatuagens menores e mais baratas, todo estúdio fazia. A gente começou a fazer flash day temático. O de terror teve só tatuagem de terror, rodou 24 horas, atravessou a madrugada, teve gente fazendo pirofagia na rua e um Jason fantasiado andando dentro do estúdio.
06. A marca virou roupa.
Dono de estúdio não cuidava de marca, e a gente se preocupou com isso desde o primeiro dia. Criou um logo forte e chamava fotógrafo profissional pra registrar o dia a dia, pra imagem da marca estar à altura do que acontecia lá dentro.
A camiseta ficou tão bonita que os tatuadores de fora levavam quatro, cinco de uma vez. A gente viu a oportunidade e expandiu pra boné, avental de tatuador e vários modelos de camiseta, e a Tattoaria virou também uma marca de roupa.






07. Um estúdio de vidro rodando o país.
O Tattoo Truck foi uma decisão de branding, não de faturamento. Era um caminhão de 13 m², produzido pela Truckvan, com só dois lugares pra tatuar, então num evento de cinco mil pessoas a gente sabia que ele não ia dar muito dinheiro, mas que ia reforçar o branding. A lateral do caminhão era de vidro, iluminada por dentro, e todo mundo via a tatuagem acontecendo.
Todo evento passou a querer o truck. Ele rodou mais de 10 estados além do Uruguai, passou pela Oktoberfest de Blumenau, pela festa de 115 anos da Harley-Davidson, por eventos da Warner e pelo Campeonato Mundial de Skate da Vans, um dos eventos mais irados que a gente fez.

08. As marcas vieram atrás.

Lollapalooza · o estúdio no lounge da Chevrolet
Quando a Tattoaria começou a sair na Veja e no Estadão e a trazer tatuador muito bom, as marcas começaram a procurar o estúdio. A gente nunca ligou pra nenhuma delas pedindo espaço, foi o posicionamento que fez elas virem.
Lollapalooza, com a Chevrolet.
A Chevrolet chamou a Tattoaria pra montar um estúdio dentro do lounge do festival, onde o público tinha pago três mil pra estar, e quem estava ali tatuava de graça. Ela montou a estrutura e pagou adiantado um pacote de 200 tatuagens. Foram três edições.
Lollapalooza, com a Budweiser.
No mesmo festival, a Budweiser levou a barbearia da Tattoaria, que ficou com estúdio e barbearia lá dentro ao mesmo tempo.
Reinauguração, com Jack Daniel's, Posca e Royal Enfield.
Na abertura do espaço maior, a gente fechou com a Jack Daniel's e outras marcas grandes. O crossover foi ideia nossa: a gente chamou a Royal Enfield e a Posca, os dois toparam na hora, e no dia dois tatuadores customizaram ao vivo, com caneta Posca, o tanque branco de uma moto.
Libertadores, com o Palmeiras e a Brahma.
Em clima de Libertadores, a gente fez uma ação com o Palmeiras e a Brahma dentro do estúdio.
Dia do Caminhoneiro, com a Ford Caminhões e a JWT.
Um estúdio montado num posto de gasolina abandonado no meio da estrada, tatuando motoristas de caminhão. Virou um vídeo em formato de documentário.
09. Todo mundo quis contar essa história.
Veja, Estadão, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Catraca Livre, Guia da Semana e outros. Nenhuma matéria foi comprada.
- Veja São PauloNovo estúdio recebe tatuadores badalados em sistema rotativo (abre em nova aba)
- Folha de S.Paulo · FotografiaTattoaria é um espaço de coworking destinado a tatuadores (abre em nova aba)
- Pequenas Empresas & Grandes Negócios · TV GloboTattoo truck é aposta de empresários para ampliar estúdio de tatuagem (abre em nova aba)
- Pequenas Empresas & Grandes NegóciosEmpreendedor fatura alto com “tattoo truck” (abre em nova aba)
- Guia da SemanaTattoaria House, primeiro estúdio de tatuagem rotativo do Brasil, abre suas portas em SP (abre em nova aba)
- Guia da SemanaTattoo Truck, primeiro estúdio de tatuagem itinerante do mundo, roda pelo país com artistas renomados (abre em nova aba)
- Tribuna PRTattoaria inaugura Tattoo Truck para rodar por todo o país (abre em nova aba)
- BaresSPTattoaria House (abre em nova aba)
O que a Tattoaria virou
A audiência que a Tattoaria dava de graça virou negócio. Em menos de dois anos, o blog virou um estúdio faturando em média R$ 400 mil por mês, uma marca de roupa, um caminhão rodando o país e um nome que as marcas grandes iam procurar, e a Tattoaria se consolidou entre os três maiores estúdios de tatuagem da América Latina.
- 200 milseguidores no Instagram em cerca de 3 meses, antes de existir estúdio
- R$ 400 milde faturamento médio por mês
- 300+tatuadores do Brasil e de várias partes do mundo passaram por lá
- 3edições no Lollapalooza, com a Chevrolet
- 10+estados e o Uruguai rodados com o Tattoo Truck
Todo mercado tem a sua pastinha.
É aquela coisa que todo mundo faz igual, há anos, sem perguntar por quê. No bar é uma, na barbearia é outra, na marca de roupa é outra. A gente não vai fazer outra Tattoaria com a sua marca, porque cada negócio tem o seu próprio movimento e ele quase nunca é igual ao de outro. O que a gente faz é olhar fundo até achar a pastinha do seu mercado e descobrir o que a sua marca pode ser no lugar dela.
Bora conversarCréditos
- Fundação, conceito e direção criativa
- Tumulto
- Arquitetura
- Studio dLux
- Tattoo Truck
- Truckvan
- Fotografia
- Caco Parise
- Assessoria de imprensa
- Tudo em Pauta



